15.7.17

Resenha | Tudo e Todas as Coisas - Nicola Yoon


Título: Tudo e Todas as Coisas
Autor(a): Nicola Yoon
Gênero: Literatura Estrangeira - Romance
Páginas: 288 | Editora: Arqueiro| Comprar: Compare e Compre
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Avaliação:
Sinopse: Primeiro lugar na lista de mais vendidos do The New York Times.
“Uma história emocionante que sai da mesmice e explora as esperanças, os sonhos e os riscos inerentes ao amor em todas as suas­ formas.” – Kirkus Reviews

Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.

“A doença que eu tenho é rara e famosa. Basicamente, sou alérgica ao mundo. Não saio de casa. Não saí uma vez sequer em 17 anos. As únicas pessoas que eu vejo são ­minha mãe e minha enfermeira, Carla.

Então, um dia, um caminhão de mudança para na frente ­da ­casa ao lado. Eu olho pela janela e o vejo. Ele é alto, magro e está todo de preto: blusa, calça jeans, tênis e um gorro que cobre o cabelo. Ele percebe que eu estou olhando e me encara. Seu nome é Olly.

Talvez não seja possível prever tudo, mas algumas coisas, sim. Por exemplo, vou me apaixonar por Olly. Isso é certo. E­ é quase certo que isso vai provocar uma catástrofe.”
Resenha
Ainda na infância, Madeline Whittier foi diagnosticada com uma doença raríssima, um tipo de Imunodeficiência Combinada Grave, conhecida também como “doença da criança na bolha”.

Graças a ADCG, qualquer coisa podia ativar um ataque de doenças nela. Fosse o perfume de uma pessoa ao seu lado, um tempero excêntrico, um produto usado para limpar uma mesa... Um simples contato podia ser o estopim de uma série de complicações para sua vida. Simplificando, nossa protagonista tem alergia a (quase) tudo e todas as coisas.
“Você é realmente um conto de fadas. Princesa Madeline e o Castelo de Vidro.”
O conhecimento do mundo que Maddy tem ela adquiriu através da internet e dos muitos livros lidos – afinal, tempo livre não lhe faltava. Após quase morrer quando era criança, ela nunca saiu de casa, e isso já faz dezessete anos. Sendo assim, incrivelmente ou não, ela já havia se acostumado aos limites de sua casa com ar filtrado. Apesar de sonhar em sentir o sol da Califórnia e em conhecer o oceano, ela estava habituada com sua situação. Afinal, de que adiantaria desejar algo impossível de se ter.
“Evitar imaginar coisas impossíveis foi a forma que eu encontrei para me tornar relativamente zen.” Mas tudo muda quando seus novos vizinhos chegam. Mais especificamente, quando Olly entra em sua vida.
Quando os novos vizinhos chegam ela pensou que seriam outros vizinhos que ela não iria conhecer. Outros vizinhos que iriam achar estranho a garota que nunca saia de casa. Outros vizinhos que logo iriam partir.


Então, para contradizer tudo que ela previa, Olly bate em sua porta trazendo um bolo bundt, sem saber que aquele momento já era a pontinha do iceberg do que eles ainda iriam viver. Graças a Olly, mas principalmente graças ao sentimento que surge entre os dois, Maddy vai se ver, pela primeira vez em sua vida, querendo mais. Querendo viver. De verdade.
“Ele está em movimento constante. Ele é o maior risco eu já encarei."
Desde o lançamento da primeira edição do livro aqui no Brasil, pela Novo Conceito, no ano passado, eu morria de vontade de ler Tudo e Todas as Coisas. Ele fazia parte daqueles que, antes mesmo de ter lido, eu tinha quase certeza de que iria amar. Ainda assim, só fui tomar iniciativa três dias antes da estreia do filme (Que, por acaso, eu nem consegui assistir ainda.).
“A segurança não é tudo. Há mais na vida do que se manter vivo.”
Não foi diferente do que imaginei, pelo menos não a minha opinião final, já que, sim, eu ameeei o livro. Já a história... Essa me surpreendeu bastante.
“Olly: na escuta
Madeline: Vamos combinar que seremos apenas amigos, ok?
Olly: ok
Olly: mas aí você não vai mais poder conferir os meus músculos
Madeline: Amigos, Olly!
Olly: e os meus olhos
Madeline: E você para de falar sobre as minhas sardas.
Madeline: E o meu cabelo.
Olly: e os seus lábios
Madeline: E a sua covinha.
Olly: você gosta da minha covinha?
Madeline: Amigos!
Olly: ok"
Envolvente desde a primeira página, Tudo e Todas as Coisas traz uma história que merece muitos adjetivos positivos, mas emocionante, lindo e inspirador já o descrevem perfeitamente. A escrita da Nicola flui muito bem por ser muito agradável, apesar da carga emocional presente, e por conta de seus diálogos bem criados. A autora não peca criando diálogos bem envolventes e narrativas maçantes. Ela nos presenteou com um pacote completo e perfeito, incluindo reflexões, algumas até meio peculiares mas ao mesmotempo tocantes. O enredo parece ser bem simples, clichê até. De certa forma é, porém, a escrita, seu desenvolvimento e seus personagens tornaram a história única.
“Talvez crescer signifique desapontar as pessoas que você ama.”
Madeline é uma garota forte, que não deixa que sua doença a torne uma pessoa triste, mesmo sabendo que seria um motivo significante. E mesmo tendo, de certa forma, se acostumado a não desejar o impossível, ela não se mostra uma garota pra baixo.
“Há mundos inteiros que existem bem debaixo de nossa percepção sobre eles.”
Apesar de o romance ser maravilhoso e eu ter me pegado torcendo pelos dois logo no comecinho, o mais marcante da história é a história de Maddy em si, e principalmente esse seu crescimento. A história não só de uma garota conhecendo o mundo, mas se reconhecendo. Vê-la chutando o conformismo e desejando mais é sublime. Eu me emocionava até com as mais simples dessas cenas.
“Eu estou no mundo. E, também, o mundo está em mim.”
Apesar de Maddy ter me conquistado desde o início, a evolução dela ao longo da história é palpável sem deixar de ser natural. Ela amadurece muito, fazendo com que o leitor se sinta inspirado e orgulhoso por ela.
“A vida é um dom. Não se esqueça de vivê-la.”
Olly não é menos apaixonante. Assim que ele chegou na casa de Maddy com o bolo pundt eu pressenti que antes do fim do livro ele estaria na minha lista de personagens/crushs literários inesquecíveis. Ele é divertido – vemos isso desde o primeiro contato entre os dois – carinhoso, educado etc. E apesar de ser cauteloso, não é superprotetor. Felizmente!
“[...] Olly acha que sou divertida, esperta e bonita, nessa ordem, e de como a ordem importa.”
Tudo e todas as coisas do livro me agradaram, e é por isso que, sem dúvidas, indico o a todos. Você vai se encantar pela escrita agradabilíssima da autora, assim como por Maddy e Olly, que são personagens profissionais quando se trata de conquistar o leitor, e vão finalizar a leitura com um desejo de se arriscar viver – e ir ao Havaí. Assim espero!
“O amor faz com que o mundo se abra.”

Um comentário

  1. amo esse livro!! tão lindo e triste.
    to maluca pra ver o filme.
    amo vim aqui.
    bjss!!
    http://escreverdayse.blogspot.com.br/

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