13.9.17

Resenha | A Acusada - Patricia Maiolini

Um bilhete, um diário, o que realmente há por trás dos alunos mais populares de um colégio?

Título: A Acusada | Autor(a): Patrícia Maiolini
Gênero: Literatura Nacional - Suspense, investigação
Páginas: 202 | Editora: Editora Sinna | Adicione no Skoob
Sinopse: Aos 17 anos, Marina Moura consegue uma bolsa para realizar seu sonho do intercâmbio em Toronto, Canadá. O que ela não esperava é que fosse obrigada a se enfiar em uma investigação para desvendar um assassinato e, menos ainda, que fosse ser a acusada pelo crime. Todos são suspeitos. Como confiar em alguém? Será mesmo que ela é inocente? Marina conseguirá se livrar da acusação? Ou o assassino será mais esperto? Era para ser o intercâmbio dos sonhos...

Marina conseguiu uma bolsa de estudos na Canadian Academy Boarding School, um internato em Toronto e, graças a isso, está agora realizando seu sonho de fazer um intercambio no Canadá. Sendo intercambista, ela não passou despercebida quando chegou. Logo, se tornou amiga de uma das garotas mais populares do colégio, Elisa, com quem dividia o quarto. Uma garota muito admirada e querida... era isso que Elisa parecia ser. Porém, o contrário foi comprovado quando o corpo dela foi encontrado sem vida alguma ainda nos limites do colégio, tornando Marina, a recém-chegada – e ainda por cima, brasileira –, a principal suspeita. E, para sair dessa, só há uma solução: descobri quem é o verdadeiro culpado pela morte de Elisa, já que os que deveriam estar investigando não estão o fazendo.
“Caminhei até a fonte e, ao chegar, esperei alguns minutos até avistar alguém de capuz e roupa pretos. Não conseguia ver suas feições, mas percebi que havia algo em suas mãos e em seu rosto. Era uma máscara? Ainda assim, não identifiquei o objeto que a pessoa carregava.
De repente, a escuridão me atingiu.”
A Acusada estava entre os livros que eu mais desejava ler desde que conferi, pela primeira vez, o catálogo da Editora Sinna. A premissa é bem legal e promete uma história intensa e repleta de mistério. Entretanto, o mistério até existe, mas apesar de a escrita da autora ser fluída, é bastante rápida, o que pode incomodar alguns leitores, pois torna alguns acontecimentos e até os personagens um pouco superficiais.

Falando nos personagens, esses, infelizmente, não me convenceram tanto quanto “deveriam”. Eles não mostraram características marcantes, talvez por não terem muita participação na narrativa, já que o foco quase que completamente está em Marina e na sua investigação – que, por falar nisso, é fraquinha. E embora os investigados tenham importância, não os conhecemos a fundo. Porém, confesso a protagonista também não me conquistou. Marina é corajosa, muito corajosa, afinal, para entrar na situação em que entrou... Tinha que ser. Mas não consegui me envolver no que lia, pois além de ter encontrado alguns furos que me desanimaram, achei tudo pouquíssimo crível, talvez por conta da superficialidade. Por exemplo, algo que me incomodou um pouco foi a reação das pessoas – ou a falta dela. Houve um assassinato na escola e os pais nem se preocuparam com os filhos que estudavam e moravam ali (ou pelo menos não deram nenhum sinal disso); os familiares de Elisa apesar de terem sentido a perda quase nada fizeram, nem mesmo procuraram investigar... Pontos como esses me desagradaram.

Contudo, ainda que desanimada, eu ainda estava curiosa para o desfecho, ansiosa para ser surpreendida pelas revelações. Porém, em minha opinião, foi algo raso e que eu até já tinha suspeitado, mas não achei que seria por estar tão visível. A Acusada também traz uma espécie de romance, que, infelizmente, acabou também não me agradando. Inicialmente achei leve e até fofo, mas seu desenvolvimento e desfecho não foram convincentes.

Leria futuros livros da autora, no entanto. Pois, a “planta” da história, a ideia, mostra seu grande potencial. Não posso dizer se esse livro é ruim ou bom, pois apesar de não ter sido uma experiência boa para mim pode ser para outro leitor – prova disso é que muitas pessoas amaram a obra. A premissa é bastante instigante, então, se também gostou e quiser arriscar: vai fundo! Já se os pontos que me incomodarão sejam características que geralmente te desagradam também... Pense bem.

Pode ser que não seja isso, mas acredito que sim... Creio que as primeiras coisas que me desanimaram acabaram fazendo com que eu começasse a ser até mais crítica. Para que entendam melhor: Sabe quando um livro está tão bom que até mesmo os furos passam despercebidos? Não aconteceu isso comigo. Pelo contrario. :(

Tristemente digo que o que mais me agradou na obra foram as características física. O livro é lindooo! Não só a capa é maravilhosa, mas a diagramação é muito bonita e condiz com a história.

Se você se interessou em lê-lo, espero que seja uma boa experiência. :)

3 comentários

  1. Olá, Catrine!
    Eu não gosto muito do gênero policial e acho que é sobre isso que gira em torno, o livro, não é? Mas, a história é bem interessante. O que me chamou a atenção é que a protagonista tem o nome de uma sobrinha muito querida, Marina. Você acredita que eu descobri o Zafón por causa do nome da minha sobrinha? Eu vi o nome do livro, Marina e acabei comprando por causa disso... kkkk... veja só que loucura! Mas, é legal poder sair da zona de conforto e ler um gênero diferente daquele que a gente está acostumada. Eu vou anotar e quando puder, vou gostar de ler esse livro também, pelo menos, espero! Um grande abraço. Resenha muito boa! Abração,
    Drica.

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  2. Oi Catrine.
    É uma grande pena que o livro não tenha te agradado tanto quanto você gostaria que tivesse agradado, mas admiro muito a sua sinceridade.
    Concordo com você em relação à capa, é realmente muito bonita.
    Abraços.

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  3. amo gênero policial, minha amg leu esse livro e amou, acho q eu vou gostar muito também
    amei o post e estou curiosa para ler o livro, beijos

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