16.8.17

Resenha | A Prisão do Rei - Victoria Aveyard (A Rainha Vermelha #3)

Título: A Prisão do Rei
Autor(a): Victoria Aveyard | Coleção: A Rainha Vermelha #3#
Gênero: Literatura Estrangeira - Distopia 
Páginas: 553 | Editora: Seguinte | Comprar: Compare e compre
Avaliação:
No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar.
Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira.
Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta.
Resenha
Porque mesmo eu não li esse livro antes???? Nenhum dos dois livros anteriores me decepcionaram, muito pelo contrário, fizeram com que a série se tornasse uma das minhas preferidas. Inclusive, A Prisão do Rei era um dos dois lançamentos de 2017 que eu mais ansiava. Mas, enrolando e enrolando, passaram-se meses. Até que finalmente eu tomei vergonha na cara e li esse bebê destruidor e maravilhoso!
“Que imagem deve ser essa. Evangeline de prata, eu de vermelho, e o rei de preto entre nós.”
Sacrificando-se para salvar a vida de seus amigos e de sua família, no final de A Espada de Vidro, Mare acabou nas garras de Maven. Aquele por quem um dia nós nos apaixonamos, assim como a própria Mare. O canalha enganou a todos direitinho e agora a menina elétrica vive presa, rodeada por pedra silenciosa – que cala seus poderes, deixando-a totalmente desarmada e fraca – e ás vezes até usando coleira, como um animal.

Porém, mesmo com Mare presa, a guerra continua.
“A Guarda Escarlate não é pacífica, mas não há lugar para paz neste conflito.”
A Guarda Escarlate tem fortalecido graças a determinação e ao esforço, treinando regularmente e mantendo-se focada no seu objetivo: derrotar o regime opressor dos prateados, expandir sua república democrática e salvar a vida dos que amam.
“Eles têm objetivos com altos custos, mas não são prateados. Matam, mas não sem motivo.”
Enquanto isso, apesar de já ter Mare, Maven continua representando bem seu papel. Quem vê o príncipe recebendo todos – até os vermelhos, que sempre foram desprezados pelos prateados – como irmãos e irmãs, sempre com o sorriso no rosto, sem demonstrar um pingo de vergonha ou medo, mal sabe as atrocidades que ele tem em mente e o que já fez. É tudo um plano. Pura farsa. Com objetivos certeiros, mirados na Guarda Escarlate. Em meio aos atos de afeto, o Rei Maven aproveita para infiltrar na mente de todos como ele quer que eles vejam a Guarda: como terroristas, que no final irão perder a guerra. Como se não bastasse, usando Mare não só como um troféu, mas como um fantoche.
“Ele me enganou quando era príncipe, me atraindo para sua armadilha. Agora, estou na prisão do rei. Mas ele também está. Minhas correntes são as Pedras Silenciosas. As dele são a coroa.”
Incógnitas é o que não faltam durante a leitura. Por enquanto, só respondo uma delas. Sim, terá muito derramamento de sangue. Tanto prateado quanto vermelho. 

Mano do céu! Que livro foi esseee?!

Até hoje, não sei qual dos três livros mais me arrebataram. Todos os três alcançaram minhas notas máximas por conta de seus muitos pontos positivos.
“Vi batalhas de prateados antes. São caóticas. Mas essa é pior.”
Dessa vez, não acompanharemos a história somente pelo ponto de vista de Mare (nossa garota elétrica), mas também pelo de Cameron (integrante da Guarda) e de Evangeline (prateada magnetron – que consegue controlar materiais metálicos). Já aqui dou meus parabéns a Victoria Aveyard, não só pela ideia de ter colocado mais pontos de vistas, que facilitou e muito o entendimento e o envolvimento com a leitura, mas também pelas ótimas escolhas das outras personagens. Afinal, sendo narrado apenas por Mare, que estava presa e silenciada no Palacete do Sol, por Maven, a leitura poderia ter se tornado bem maçante. 
“A diferença não é um divisor.”
Apesar de não haver ação em boa parte da história, pelo menos não narrada, A Prisão do Rei é muito envolvente por conta da ansiedade que a história nos vai deixando ao longo das descobertas e questionamentos que vão surgindo. Porém, pode se preparar, pois quando a ação começa pra valer, o coração falta sair pela goela.
“Não estou sangrando desta vez, mas queria estar. Para mostrar a todos o que sou, o que sempre fui. Vermelha. Ferida. Mas viva.”
Os personagens criados pela autora são sensacionaaaais! Tanto que eu preciso de muita calma para não me empolgar ao falar sobre eles. Mesmo os personagens masculinos também serem bem marcantes, eu PRECISO focar nas femininas, pois, sem dúvidas, nunca li um livro com tanta girl power. É tanta determinação, coragem e força que encheram meus olhos de lágrimas em muitos momentos, de tanto orgulho e representatividade que senti. A começar por nossa protagonista, Mare Barrow, que tem se mostrado corajosa e forte desde o primeiro livro. Cameron, que também narra, tem uma garra inspiradora. Até a “vilã” Evangeline entra nessa lista, por ser uma mulher que busca ser dona de si mesma, quando sempre foi moldada para ser a esposa de um rei. Mas Farley, a capitã da Guarda Escarlate, é a mais “rainha da porra toda”! (Desculpem-me, mas eu não me segurei!!!) Ela é magnífica, cheia de personalidade e atitude. Além dessas citadas, há muitas outras que, com  (quase) certeza, irão te conquistar.
“Mas ver os vermelhos, meu povo,aplaudir seu opressor só me enche de pavor.”
Um ponto maravilhoso na série é que não há fuga de temas importantes e interessantes – que é o que acontece às vezes por haver grande foco no romance. Muito pelo contrário. O romance é apaixonante, mas não é de forma alguma o tema principal. Ele está lá, acrescenta algo muuuito positivo, porém, tem uma guerra acontecendo e isso é mais importante no momento.
“Os vermelhos são mantidos na ignorância. Isso nos deixa mais fracos do que já somos. [...]
— Os ignorantes são mais fáceis de controlar.”
Além de nos presentear com personagens incríveis e uma escrita impecável, a autora traz uma enorme carga de críticas sociais, que deixa a história ainda mais rica – e bastante reflexiva. Há críticas explicitas a cerca da desigualdade, do preconceito, dos relacionamentos abusivos etc. Respectivamente, essas são mostradas na contrastante desigualdade entre os vermelhos e os prateados; no preconceito que muitos têm em relação aos sangue-novos (vermelho com poderes – o que antes sabia-se que apenas prateados possuíam) por os considerarem “ERRADOS”; e no relacionamento abusivo entre Maven e Mare, que pode ser visto claramente, embora, infelizmente, possa ser confundido com amor. Entretanto, também há aquelas críticas que estão nas entrelinhas, então, sugiro que, se for realizar essa leitura, expanda seu olhar e mente.
“Aqueles entre vocês que discordam, que acreditam que são melhores, que são deuses, estão errados.”
E tem mais... A dose perfeita fantasia! Com poderes extraordinários e diversos, as cenas de ação são arrebatadoras. Até mesmo as cenas de treinamentos, com suas descrições extasiantes, fazem o sangue do leitor correr mais rápido.
“As faíscas que não consigo controlar totalmente viram bolas de fogo. Cal as transforma em seus próprios chicotes flamejantes, tornando a arena um inferno. Roxo e vermelho se enfrentam, faísca e chama, até que a terra compacta sob nós estremece como um mar tempestuoso e o céu fica preto, numa chuva de raios.”
Já falei demaaais! Chega! Haha

Enfim... A Prisão do Rei foi, para mim, uma leitura maravilhosa! Victoria Aveyard criou, mais uma vez, uma obra surpreendente e altamente envolvente a ponto de fazer com que eu me emocione cada fez que leio “Vamos nos levantar. Vermelhos como a aurora”.

Se me perguntarem nesse momento qual o lançamento mais aguardado por mim, confiante, digo que é o próximo volume dessa série que me fascina a cada livro. 
“Nós nos levantamos contra o poder de Maven Calore e seu trono perverso.”

6 comentários

  1. Oi tudo bem?
    Vou te confessar que eu não li a resenha completa, pelo motivo de que eu ainda pretendo dar uma chance a essa série já tentei uma vez e não funcionou mas a esperança de gostar e a ultima que morre né? haha.

    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Eu adoro essa série! Finalmente consegui comprar 'A Prisão do Rei', estou contando os dias para que chegue para mim! Adorei a sua resenha, resume bem o que é a série até agora e pelo que li, parece que a coisa vai ficar ainda mais intensa!

    ResponderExcluir
  3. Eu tenho dúvidas sobre essa série!
    Pulei a resenha porque ainda não li nenhum :X
    Mas valeu a dica, sempre vejo muitos comentários positivos, só não sei se tô na vibe...
    bjos

    ResponderExcluir
  4. Ótima resenha!
    Alguma noticia de quando sai a continuação da prisão do rei?

    ResponderExcluir
  5. Oi, Catrine!
    Eu tenho imensa vontade de começar essa série, mas meu tempo está bem reduzido e eu já tenho muita leitura agendada, por isso, vou anotando aqui e guardando para uma nova oportunidade. Com certeza, farei a leitura no próximo ano, pois sempre vejo o pessoal falando muito bem desses livros! Grande abraço,
    Drica.

    ResponderExcluir

Muito obrigada pela visita, espero que tenha gostado!
Opiniões, sugestões, críticas... fiquem a vontade.❤❤

Design por: Adorável Design

Adaptação por: Estante Mineira